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Terapia Cognitiva tem-se mostrado altamente eficaz, com base em estudos controlados, para o tratamento de transtornos emocionais, figurando entre os tratamentos de escolha por profissionais em todo o mundo. Indicada para adultos, crianças e adolescentes, em casos de:
- Transtornos depressivos.
- Transtornos de ansiedade (ansiedade generalizada, fobias, pânico, hipocondria, transtorno obsessivo-compulsivo).
- Dificuldades interpessoais (incluindo terapia familiar e conjugal).
- Transtornos alimentares.
- Dependência química.
- Tratamento de problemas orgânicos, como cardiopatias, quadros alérgicos, oncológicos, entre outros, como coadjuvante.
Fases
São encontradas diversas fases durante a utilização da terapia cognitiva. São elas:
- Definição da estratégia de intervenção, ou seja, a conceituação cognitiva do paciente e de seus problemas, a definição de metas terapêuticas e do planejamento do processo de intervenção.
- Normalização das emoções do paciente, a fim de promover sua motivação para o trabalho terapêutico e sua vinculação ao processo. Nesse sentido, o terapeuta prioriza o que podemos chamar de intervenção em nível funcional, concentrando-se no desafio de cognições disfuncionais, iniciando os primeiros esforços na resolução de problemas e encorajando o desenvolvimento, pelo paciente, de habilidades próprias.
- Intervenção em nível estrutural, ou seja, o desafio de crenças e esquemas disfuncionais, objetivando promover a reestruturação cognitiva do paciente.
- Promoção, por meio de várias técnicas, da assimilação e generalização dos ganhos terapêuticos, bem como a prevenção de recaídas. O objetivo último dos esforços terapêuticos é dotar o paciente de estratégias cognitivas e comportamentais, a fim de capacitá-lo para a promoção e a preservação continuadas de uma estrutura cognitiva funcional.
Fonte: Estudo da Terapia Cognitiva: um novo conceito em psicoterapia – Ana Maria Serra – Instituto de Terapia Cognitiva – São Paulo - SP